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Il giorno può morire e poi risorgere,
ma quando muore il nostro breve giorno,
una notte infinita dormiremo.

ou no original:

Soles occidere et redire possunt:
nobis cum semel occidit brevis lux,
nox est perpetua una dormienda.

Catulo, Carmina V

 

Foto: Paulo Nozolino, Far Cry

Creio que neste texto o autor revela uma enorme vontade de comunicar com o leitor, mas através de um encadeado de acções parece algo vago. Como se não o quisesse fazer de forma normal, como tivesse algo de tão importante a dizer que tem receio de o dizer.

 

Comentário de uma aluna cinco minutos depois de ler pela primeira vez António Lobo Antunes. Ainda há esperança.

Ao cuidado do Hugo, que substitua apenas a palavra blues por poetry. Tens o mote e sabes que algumas criaturas assim o merecem.

Na primeira, e única, crónica que publiquei, na webzine Serpente, decidi dar como tema o que me desagradava, e ainda desagrada, no mundo literário. Uma postura, uma falta de honestidade, um querer ser. Não se pode querer ser, ou se é, ou não se é. Tal como não há talentos puros, há sempre muito trabalho por trás. Mas existe algo. Vocação, jeito, o que lhe quiserem chamar. Quando publiquei Parabola Abyssus, acreditava no que estava a fazer. Desde então, Maio de 2007, não voltei a publicar, tirando um conto na Callema e outros dois na Entre o Vivo, o não vivo e o morto, casas que conheço muito bem. E durante todo este tempo muito me perturbou o não estar a conseguir escrever, e quando o fazia, não acreditava no que estava a fazer. Falta de jeito, conclui. Hoje, relendo essa crónica que evoquei, percebo que não podia ter sido mais honesto comigo próprio. Ou se é, ou não se é, e se não tiver de ser, paciência. Nunca irei forçar nada. Há bons jovens poetas, que precisam de bons jovens críticos que os leiam e se soltem das amarras pessoais, das invejas. Como falava outro dia com o J., há uma cadeia que impede pessoas de gostarem do que outras fazem. Isso não é literatura, isso é outra coisa. Como não ler um livro e dizer que ele é o primeiro grande romance do nosso século. Está ao mesmo nível. Este desabafo todo não serve para justificar o meu silêncio, a quem aqui vem e volta. Serve sobretudo para dizer que ainda acredito na possibilidade de se ser, apenas por se ser. Sem querer ser, sem parecer ser, sem fazer por ser. Haverá algo mais honesto?

não é que tenha decidido acabar com o blog, mas.

No duerme nadie por el cielo. Nadie, nadie.
No duerme nadie.
Las criaturas de la luna huelen y rondan sus cabañas.
Vendrán las iguanas vivas a morder a los hombres que no sueñan
y el que huye con el corazón roto encontrará por las esquinas
al increíble cocodrilo quieto bajo la tierna protesta de los astros.

 

Frederico Garcia Lorca,  Ciudad sin Sueño

 

Para quê ser Pop quando se pode ser Rock?

Queria só deixar um reparo, relativamente ao facto de muitas vezes colocar aqui fotos de algumas actrizes, artistas, o que seja, acompanhadas por um poema. Fazem parte de uma secção que decidi incluir neste blog denomenada de “eros”. Não é de forma alguma, uma exposição gratuita de mulheres bonitas. Faz tudo parte de um certo sentido estético que eu acredito fazer sentido. Tudo isto para dizer que as 5 pessoas que aqui chegaram por “monica belluci gangbang” vão sentir-se profundamente desiludidas se aqui voltarem.

pois é, falo do benfica aqui.

TwoLoversALP6-29-09

 

Si tu veux nous nous aimerons
Avec tes lèvres sans le dire
Cette rose ne l’interromps
Qu’à verser un silence pire

Stéphane Mallarmé, Si tu veux nous nous aimerons

 

 

Foto: Two Lovers, James Gray

(prometo em breve tentar falar um pouco deste filme)