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Ao cuidado do Hugo, que substitua apenas a palavra blues por poetry. Tens o mote e sabes que algumas criaturas assim o merecem.

não é que tenha decidido acabar com o blog, mas.

és um abraço temporal que pára o universo
sempre que me rondas e que me dizes silêncios
em forma de amor

 

transformas o dia em noite só para que saiba
melhor este nosso coração partilhado e que
afinal é apenas um

improvisas e povoas os meus dias com poemas
que nunca seriam tão verdade se não tivessem
nascido de ti

se alguém me perguntasse o segredo de tudo isto
convidá-la-ia para viver connosco
durante toda a vida
só assim teria a resposta que (nos) merece

são os teus braços entrelaçados nos meus
que me fazem crer que a mobília do quarto
também nos espera, nos anseia depois
do cansaço das horas

sempre que me vejo ao espelho reconheço
as tuas mãos a tactearem-me o pescoço
como aquela primeira viagem pelo
desconhecido e permaneço com os olhos
fechados esperando que assim que os abra
tu apareças

e se te disser que apareces, que te
transportas de onde estás e que vens
ter comigo sempre que fecho os olhos,
sei que acreditarias mas não to conto

nunca precisarei de desvendar os
segredos que me ofereceste

 

 

Maria Rocha, Poema I

 

 

e como hoje estou muito Pearl Jam, partilho a banda sonora com a minha amiga Maria

 

 

nozolino1
Escrevo-te
porque decidi partir hoje e serei por portos incertos
um vagabundo de brandos labirintos

 

Rui Alberto, Sexto

 

 Foto: Paulo Nozolino, sem título

Paulo Nozolino volta a expor em Lisboa, 8 anos depois. “bone lonely” na Galeria Quadrado Azul,  até dia 21 de Fevereiro.