Skip navigation

jose-lezama-lima

 

Aquí llegamos, aquí no veníamos,

fijo la nebulosa,

borro la escritura,

un punto logro y suelto la espiral.

 

Poema e Foto: José Lezama Lima

2002

Tudo é negro menos os nossos olhos

 

Mão Morta, Vertigem

 

Foto: tirada no saudoso ano de 2002.

Pois bem, e já que me permite aconselhá-lo, peço-lhe que desista de tudo isso. Está a olhar para fora de si, e é sobretudo isso que não deve fazer agora. Ninguém o pode aconselhar, ninguém o pode ajudar, ninguém. Há uma única via. Entre denro de si. Investigue a razão que o leva a escrever, veja se ela lançou raízes no lugar mais recôndito do seu coração, pergunte se morreria caso fosse impedido de escrever. Acima de tudo, na hora mais silenciosa da noite, pergunte a si próprio: tenho de escrever? Escave dentro de si até encontrar uma resposta profunda.

 

Rainer Maria Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva.

escrever sem aparente finalidade não me faz sentido neste momento. não há urgência nisso. enquanto a voz descansa, vou partilhando o que acho merecer ser partilhado.

modern art

Mostrado pelo Paulo.

James-Dean

Dying
Is an art, like everything else,
I do it exceptionally well.

 

Sylvia Plath, Lady Lazarus

 

Foto: James Dean

katia_Chausheva_-_untitled

arrepia

só de imaginar que respiras.

 

Ana Salomé, Ode da pele

 

Foto: Katia Chausheva, untitled

Kristian “Varg” Vikernes, ao fim de 16 anos, é solto da prisão. O homem já não me interessa há uns anos. A música continua a afectar-me.

S.T.S.

Se eu pudesse dizer-te: — senta aqui

nos meus joelhos, deixa-me alisar-te,

ó amável bichinho, o pêlo fino;

depois, a contra-pêlo, provocar-te!

Se eu pudesse juntar no mesmo fio

(infinito colar!) cada arrepio

que aos viajeiros comprazidos dedos

fizesse descobrir novos enredos!

Se eu pudesse fechar-te nesta mão,

tecedeira fiel de tantas linhas,

de tanto enredo imaginário, vão,

e incitar alguém — Vê se adivinhas…

            Então um fértil jogo amor seria.

            Não este descerrar a mão vazia!

 

Alexandre O´nell, Seis poemas confiados à memória de Nora Mitrani, poema II

 

Foto: Eva Matos,  S.T.S.

 

Obrigado à Beta, por me contar a história.

Porque há dias assim, e as imagens de gatinhos em cestos estão muito batidas.